A rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul (MS) iniciou nesta segunda-feira, 3 de agosto, a Jornada Formativa do 3º bimestre de 2026. O encontro reúne professores, coordenadores pedagógicos e gestores antes do retorno dos estudantes às salas de aula, previsto para o dia 10 de agosto, quando cerca de 190 mil alunos voltam às escolas estaduais do estado.
O tema da Jornada Formativa 2026
Com duração de quatro dias, a formação tem como tema central "Do diagnóstico à ação: replanejamento pedagógico para o fortalecimento das aprendizagens". A proposta parte do princípio de que cada escola tem sua própria realidade e que o planejamento pedagógico precisa dialogar com os dados educacionais, as necessidades dos alunos e os desafios identificados pelas equipes escolares ao longo do primeiro semestre.
Segundo a Agência de Notícias do Governo de Mato Grosso do Sul, a iniciativa propõe transformar informações e evidências em decisões pedagógicas capazes de produzir impacto direto na sala de aula.
O que é discutido durante a jornada
Os profissionais da educação analisam os resultados do primeiro semestre para identificar lacunas de aprendizagem e reorganizar o planejamento para a segunda etapa do ano letivo. Entre os conteúdos abordados estão:
- Metodologias ativas voltadas ao Ensino Fundamental, com foco no engajamento e protagonismo dos alunos;
- Planejamento dos Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio, garantindo coerência entre trilhas de aprofundamento e competências previstas;
- Planejamento reverso — estratégia que parte das aprendizagens esperadas ao final do bimestre para, então, organizar atividades, avaliações e recursos pedagógicos de forma retroativa.
Por que o replanejamento do 3º bimestre é decisivo
O intervalo entre os semestres é um dos momentos mais estratégicos do calendário escolar. Com os dados do primeiro semestre em mãos, as equipes pedagógicas têm a oportunidade de ajustar rotas: reforçar conteúdos que ficaram para trás, identificar alunos que demandam atenção especial e adaptar estratégias de ensino para os meses que restam até o fechamento do ano letivo.
O planejamento reverso, em particular, vem sendo adotado por diferentes redes como ferramenta para tornar o ensino mais intencional. Em vez de partir do conteúdo e chegar ao resultado, o professor define primeiro qual é a aprendizagem esperada — e depois organiza todo o percurso didático em função dela. A lógica inverte o processo comum e tende a tornar as aulas mais objetivas e as avaliações mais alinhadas ao que foi ensinado.
Uma prática que se expande por todo o Brasil
A realização de jornadas formativas antes do retorno dos alunos é uma tendência que vem crescendo entre as redes estaduais de ensino do Brasil. O modelo garante que os professores entrem no 3º bimestre com planejamentos revisados, metas claras e estratégias alinhadas à realidade de cada turma — em vez de improvisação no primeiro dia de aula.
Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Educação (SED-MS). Mais informações sobre as ações formativas da rede estão disponíveis no portal oficial da SED-MS.
Na prática, o recado para qualquer professor é claro: o início do segundo semestre é o melhor momento para revisar o planejamento anual, analisar os resultados das avaliações do primeiro semestre e ajustar o ritmo das aulas com base nas necessidades reais da turma. Um replanejamento bem feito agora pode definir o sucesso de toda a segunda etapa do ano letivo.




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