As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2026 estão abertas desde 25 de maio e seguem até 5 de junho. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a edição traz novidades importantes — e o professor tem papel-chave para garantir que nenhum aluno fique de fora.

Quem precisa se inscrever manualmente até 5 de junho

A principal mudança do ENEM 2026 é a inscrição automática para alunos que estão concluindo o ensino médio na rede pública em 2026 — esses estudantes também têm isenção da taxa. Mas atenção: mesmo com inscrição automática, o aluno precisa acessar a Página do Participante no site do Inep para confirmar a participação e preencher dados complementares.

Precisam fazer a inscrição de forma ativa, sem automação:

  • Alunos de escolas particulares, incluindo os concluintes de 2026;
  • Ex-alunos que já concluíram o ensino médio em anos anteriores;
  • Adultos maiores de 18 anos que queiram usar o ENEM para obter certificado de conclusão do ensino médio.

A taxa de inscrição é de R$ 85. Quem não gerar e pagar o boleto até 10 de junho perde a vaga, mesmo que já tenha feito o cadastro. Pedidos de atendimento especializado — para candidatos com deficiência, gestantes e lactantes — também devem ser registrados até 5 de junho.

Datas do ENEM 2026 para anotar na lousa

As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro:

  • 8 de novembro (1º dia): Linguagens, Códigos e suas Tecnologias + Ciências Humanas e suas Tecnologias + Redação — duração de 5h30, das 13h30 às 19h.
  • 15 de novembro (2º dia): Ciências da Natureza e suas Tecnologias + Matemática e suas Tecnologias — duração de 5h, das 13h30 às 18h30.

Em ambos os dias, os portões abrem ao meio-dia e fecham impreterivelmente às 13h. O gabarito oficial será divulgado pelo Inep até 30 de novembro de 2026.

Novidades do ENEM 2026 que o professor deve explicar em aula

O Inep ampliou em 10 mil o número de locais de prova nesta edição, o que facilita o deslocamento de candidatos em municípios menores. Vale orientar os alunos a verificar, ao confirmar a inscrição, qual local de prova ficou designado — pois pode ser mais perto do que esperavam.

Outra novidade: o ENEM voltou a funcionar como caminho oficial para a certificação de conclusão do ensino médio. Esse recurso havia sido extinto em 2017 e foi retomado para a edição de 2025, mantendo-se válido em 2026. Para obter o certificado, o candidato precisa ter pelo menos 18 anos completos na data da primeira prova e atingir mínimo de 450 pontos em cada área do conhecimento e 500 pontos na redação. Quem não atingir a pontuação mínima em todas as áreas recebe uma declaração parcial de proficiência.

Essa informação é especialmente útil para professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos): adultos sem diploma do ensino médio podem usar o ENEM como alternativa ao supletivo tradicional, segundo o Inep.

Para participantes do programa Pé-de-Meia, há mais um incentivo: quem concluir o ensino médio em 2026 e realizar os dois dias de prova recebe um bônus de R$ 200. O professor pode lembrar os alunos beneficiários desse valor como estímulo extra para comparecer nos dois dias.

O que o professor pode fazer ainda esta semana

Com o prazo encerrando em 5 de junho, há pouco tempo para agir. Ações simples podem evitar que algum aluno perca a janela de inscrição:

  • Verificar com os concluintes da rede pública se já acessaram a Página do Participante e confirmaram a inscrição automática;
  • Alertar alunos de escola particular e ex-alunos que precisam se inscrever ativamente no site do Inep;
  • Lembrar que o boleto precisa ser pago até 10 de junho — o cadastro sem pagamento não garante a vaga;
  • Informar alunos da EJA sobre a possibilidade de usar o ENEM para obter o certificado do ensino médio.

Com as provas marcadas para 8 e 15 de novembro, professores têm pouco mais de cinco meses para preparar as turmas. Garantir que todos estejam devidamente inscritos é o primeiro passo — e o prazo encerra em menos de uma semana.