O Ministério da Educação (MEC) lançou, em 3 de julho de 2026, a Formação Continuada 2026 para Educação Integral, destinada a diretores escolares e coordenadores pedagógicos de escolas que oferecem educação em tempo integral. As secretarias estaduais e municipais de educação têm até 16 de julho para indicar os participantes — o prazo é curto e quem trabalha nessas unidades precisa ficar de olho.
O que é a Formação Continuada 2026 para Educação Integral
O programa é desenvolvido no âmbito do Programa Escola em Tempo Integral (PETI) e tem como objetivo principal apoiar a qualificação e a reformulação dos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) das escolas que já oferecem ou estão em processo de implementação da educação em tempo integral.
A base normativa da formação é a Resolução CNE/CEB nº 7, de 1º de agosto de 2025, que estabeleceu as Diretrizes Operacionais para a educação escolar em tempo integral no país. A formação visa garantir que gestores e coordenadores estejam alinhados com essas diretrizes ao estruturar ou revisar o PPP de suas escolas.
Quem pode participar e como é a indicação
A formação é voltada para diretores escolares e coordenadores pedagógicos de escolas com matrícula em tempo integral. A inscrição não é feita pelo próprio profissional: a indicação deve partir da secretaria de educação do estado ou município até o dia 16 de julho de 2026.
O MEC disponibilizará ao todo 12 mil vagas, distribuídas com base no número de matrículas em tempo integral de cada rede. A formação contemplará todas as redes estaduais, o Distrito Federal e ao menos dois gestores de cada uma das 4.487 redes municipais com maior volume de matrículas em tempo integral. As orientações e prazos são publicados no portal do Ministério da Educação (gov.br).
O que a formação vai abordar
Segundo o MEC, as ações previstas no programa incluem:
- Formação de educadores para atuação em escolas de tempo integral;
- Orientações curriculares alinhadas à BNCC e às diretrizes operacionais do CNE;
- Fomento a projetos inovadores nas escolas participantes;
- Arranjos intersetoriais para prevenção e proteção social dos estudantes;
- Melhoria de infraestrutura nas unidades escolares;
- Criação de indicadores de avaliação e implantação de um sistema de avaliação continuada para as escolas integrais.
Por que o PPP está no centro dessa formação
O Projeto Político-Pedagógico é o documento que define a identidade, os objetivos e a organização de cada escola. Em escolas de tempo integral, o PPP precisa contemplar a ampliação da jornada — mínimo de 7 horas diárias —, as atividades complementares, os parceiros externos, os espaços de aprendizagem e os critérios de avaliação dos estudantes.
A Resolução CNE/CEB nº 7/2025 criou parâmetros nacionais para essa organização, e muitas escolas ainda precisam adaptar seus PPPs às novas exigências. É exatamente essa lacuna que a Formação Continuada 2026 pretende preencher, oferecendo suporte técnico a gestores e coordenadores para fazerem esse ajuste com qualidade.
O que muda na prática para o professor
Embora a formação seja direcionada a diretores e coordenadores, os efeitos chegam diretamente à sala de aula. Um PPP bem estruturado define com mais clareza o papel do professor na jornada ampliada, os momentos de planejamento coletivo, as atividades diversificadas e os critérios de avaliação. Em outras palavras, quanto melhor a gestão compreende a educação integral, mais organizado e reconhecido fica o trabalho docente.
Se você atua em uma escola de tempo integral, fique atento: a sua secretaria de educação precisa enviar a indicação de diretores e coordenadores até 16 de julho. Cobrar esse prazo pode garantir que a sua escola tenha representantes nessa formação — e que as mudanças cheguem até a sua turma.




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