A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), divulgou em 11 de maio de 2026 a lista das 286 escolas estaduais contempladas pelo Projeto Hortas Escolares Pedagógicas para o ano letivo de 2026. O programa prevê um investimento de R$ 3 milhões para transformar espaços das unidades escolares em ambientes de aprendizagem prática em todo o estado.
O que é o Projeto Hortas Escolares Pedagógicas
O projeto conecta os conteúdos da sala de aula à vivência cotidiana dos estudantes por meio do cultivo orgânico de alimentos, hortaliças e ervas medicinais dentro das próprias escolas. Segundo a Seduc-MT, os recursos serão destinados à compra de ferramentas, sementes, mudas, insumos agrícolas e materiais necessários para o plantio e manutenção das hortas.
A proposta incentiva atividades interdisciplinares e pode ser integrada a disciplinas como Ciências, Biologia, Matemática, Geografia e Arte. A iniciativa também estimula o protagonismo juvenil, aproximando os alunos de temas ligados à segurança alimentar, preservação ambiental e valorização dos saberes locais.
Quais escolas foram contempladas em 2026
Ao todo, 286 unidades da rede estadual de ensino de Mato Grosso foram selecionadas para receber os insumos neste ano letivo. A Diretoria Regional de Educação (DRE) de Alta Floresta, por exemplo, terá 26 escolas beneficiadas por esta edição do programa.
A lista completa das unidades atendidas está disponível no portal oficial da Secretaria de Estado de Educação: www3.seduc.mt.gov.br/hortas-escolares-2026. Escolas que ainda não integram o programa podem verificar as próximas chamadas junto à DRE regional de referência.
Histórico: três anos de investimento em MT
O Projeto Hortas Escolares Pedagógicas não é novidade no estado. Entre 2024 e 2025, o programa já atendeu cerca de 600 escolas da rede estadual, com investimento de R$ 6 milhões ao longo de dois anos. Com o aporte de R$ 3 milhões previsto para 2026, o investimento acumulado do Governo de Mato Grosso no programa chegará a R$ 9 milhões em três anos consecutivos.
A expansão gradual do projeto reflete o compromisso da Seduc-MT com práticas pedagógicas voltadas à educação ambiental, sustentabilidade e formação cidadã dos estudantes da educação básica pública.
Como usar a horta como ferramenta pedagógica
Para o professor, a horta escolar oferece um recurso didático concreto e versátil. No componente de Ciências ou Biologia, é possível trabalhar ciclo de vida das plantas, fotossíntese e cadeia alimentar. Em Matemática, o cultivo permite explorar medidas, áreas e proporções. Em Geografia e Ciências Humanas, o tema da segurança alimentar e da agricultura familiar abre espaço para discussões sobre território e sociedade.
A interdisciplinaridade é um dos pilares destacados pela Seduc-MT no programa. O projeto incentiva que professores de diferentes disciplinas planejem ações conjuntas em torno da horta, fortalecendo o trabalho colaborativo entre docentes e o aprendizado significativo dos alunos.
Na prática, o professor que leciona em uma das 286 escolas selecionadas terá à disposição insumos para iniciar o cultivo e desenvolver sequências didáticas ligadas ao currículo da educação básica. É uma oportunidade de enriquecer o planejamento com atividades mão na massa, que estimulam o engajamento e aproximam o conteúdo escolar da realidade dos estudantes.




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