O governo do estado de São Paulo autorizou a abertura de um novo concurso público para a contratação de 5.000 professores efetivos do ensino fundamental e médio. A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 28 de agosto de 2026 e representa uma das maiores convocações de docentes da rede estadual paulista dos últimos anos. O edital ainda não foi lançado, mas a banca organizadora já está definida — o que indica que o processo deve avançar em breve.

Quantas vagas e como estão distribuídas?

Das 5.000 vagas autorizadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), a divisão por jornada já foi estabelecida:

  • 3.000 cargos para professores com jornada de 40 horas semanais
  • 2.000 cargos para professores com jornada de 25 horas semanais

As vagas são para atuação no ensino fundamental e no ensino médio. A distribuição por disciplina, as regiões prioritárias e os requisitos específicos de cada cargo ainda serão definidos quando o edital for publicado. Informações como remuneração inicial e locais de prova também aguardam o lançamento oficial.

Quem vai organizar o concurso?

A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi escolhida como banca organizadora do novo concurso da Seduc-SP. A contratação da FGV foi formalizada por dispensa de licitação publicada no Diário Oficial do Estado em 15 de junho de 2026. A fundação tem experiência consolidada em concursos públicos de grande porte e já organizou processos seletivos para magistério em outros estados.

A definição antecipada da banca é um sinal positivo: significa que a secretaria já está em fase de planejamento do certame, e que o edital pode ser publicado nas próximas semanas.

Por que São Paulo abre tantas vagas?

O déficit docente na rede estadual paulista é um problema antigo e persistente. Segundo dados do Ministério Público, aproximadamente 40.000 cargos docentes permaneciam vagos em abril de 2026. Esse número elevado faz com que muitas escolas precisem recorrer a professores temporários (OFAs — Ocupantes de Função-Atividade), o que impacta a continuidade do ensino e a estabilidade dos vínculos com os alunos.

O concurso público é visto como a solução estrutural para esse problema, pois cria um quadro efetivo, com estabilidade, plano de carreira e benefícios. O último processo seletivo da rede estadual resultou na nomeação dos primeiros 12.000 aprovados em setembro de 2024; em outubro de 2025, mais de 4.000 professores tomaram posse. Mesmo com essas convocações, o número de vagas ociosas continua expressivo, o que motivou a autorização de novas 5.000 posições.

Como se preparar enquanto o edital não sai?

Professores interessados em ingressar na rede estadual de São Paulo podem aproveitar o período anterior ao edital para se preparar:

  • Estude os conteúdos da sua disciplina e de conhecimentos pedagógicos gerais, que costumam aparecer em todos os concursos da área.
  • Organize a documentação: diploma ou certificado de licenciatura na área de atuação, documentos pessoais e histórico escolar.
  • Acompanhe o Diário Oficial do Estado de São Paulo (www.imprensaoficial.com.br) e o site da Seduc-SP para não perder o lançamento do edital.
  • Estude provas anteriores da FGV para se familiarizar com o estilo de questões da banca organizadora.

Candidatos de fora do estado também podem concorrer, desde que atendam aos requisitos mínimos do cargo — em geral, licenciatura plena na área de atuação.

O que muda na prática para o professor?

Para quem é aprovado e nomeado em um concurso como este, o principal benefício é a estabilidade do cargo efetivo: diferente do contrato temporário, o professor efetivo tem proteção contra demissão arbitrária, acesso ao plano de carreira, progressão salarial por tempo de serviço e titulação, além de aposentadoria pelo RPPS estadual. Em São Paulo, o ingresso na carreira do magistério estadual segue a Lei Complementar nº 836/1997, que regulamenta o plano de carreira e os vencimentos da categoria.

O lançamento do edital do concurso Seduc-SP deve ser acompanhado de perto por todos os professores interessados em atuar na maior rede estadual de ensino do Brasil, com mais de 3 milhões de alunos matriculados.