Cerca de 180 mil escolas públicas e privadas do Brasil têm até o dia 31 de julho de 2026 para concluir o preenchimento da primeira etapa do Censo Escolar no Sistema Educacenso. A coleta é coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e regulamentada pela Portaria nº 217/2026. Segundo a Agência Brasil, as declarações precisam refletir a situação da escola na data de referência — a última quarta-feira de maio, que em 2026 foi o dia 27.
Por que o Censo Escolar é fundamental para sua escola
O Censo Escolar da Educação Básica é a maior pesquisa estatística da educação no Brasil. É a partir dos dados declarados que o Governo Federal calcula quanto cada escola recebe de merenda, transporte escolar e recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Os repasses do FUNDEB — o principal fundo de financiamento da educação pública — também levam em conta as matrículas registradas no Censo.
Além disso, os dados alimentam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que mede a qualidade do ensino e orienta políticas de investimento. Uma declaração incompleta ou incorreta pode prejudicar a escola no cálculo de verbas e indicadores.
O que as escolas precisam declarar
Na primeira etapa do Censo Escolar 2026, as unidades de ensino devem informar dados em quatro blocos principais:
- Matrículas — número total de alunos por etapa e modalidade (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, EJA, educação especial, entre outras);
- Turmas — organização por turno, série e tipo de atendimento;
- Profissionais escolares — professores, gestores, coordenadores e demais funcionários em exercício, com formação e vínculo empregatício;
- Infraestrutura — situação das instalações físicas, como salas de aula, laboratórios, biblioteca, quadra esportiva e acesso à internet.
As informações devem espelhar a realidade da escola no dia 27 de maio de 2026, independentemente de mudanças que ocorreram depois dessa data.
Como preencher no Educacenso
O preenchimento é feito on-line, no Sistema Educacenso, disponível no portal do INEP. O acesso é restrito ao responsável técnico pela declaração — normalmente o diretor da escola ou um servidor designado pela secretaria de educação.
Redes municipais e estaduais que utilizam sistemas próprios de gestão escolar podem realizar a migração automática de dados para o Educacenso, desde que o arquivo esteja no formato compatível com as especificações do INEP. Nesse caso, a secretaria de educação centraliza o envio e a escola deve confirmar se seus dados foram migrados corretamente.
Em caso de dúvida, o INEP disponibiliza manuais e tutoriais no portal oficial. Secretarias também podem acionar a UNDIME (municípios) ou a Undime estadual para orientação técnica.
O papel do professor no processo
Embora o preenchimento seja responsabilidade do gestor, o professor tem papel direto na qualidade dos dados. As informações sobre profissionais escolares dependem de registros corretos de formação, disciplinas lecionadas, carga horária e vínculo empregatício — dados que o professor pode e deve verificar junto à direção da escola.
Erros nesses registros afetam estatísticas que embasam políticas de valorização docente: cálculo da necessidade de contratações, distribuição de bolsas de formação continuada e até a elaboração de diagnósticos pelo INEP sobre o perfil dos professores brasileiros.
Se a escola ainda não concluiu o preenchimento, o prazo de 31 de julho não tem prorrogação prevista. Professores que percebem que seus dados profissionais podem estar desatualizados devem comunicar a direção o quanto antes, para que a correção seja feita dentro do prazo.
Todas as informações sobre o Censo Escolar 2026 — cronograma completo, manual do usuário e acesso ao Educacenso — estão no portal oficial do INEP.




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