A Seleção Brasileira volta a campo na próxima segunda-feira, 29 de junho de 2026, para enfrentar o Japão na primeira fase eliminatória da Copa do Mundo. A partida começa às 14h pelo horário de Brasília e às 13h em Mato Grosso, o que pode provocar alterações no funcionamento de escolas e no expediente dos professores durante o período da tarde.

O confronto será realizado em Houston, nos Estados Unidos. O Brasil avançou como líder do Grupo C, enquanto o Japão terminou na segunda colocação do Grupo F. Como a Copa de 2026 reúne 48 seleções, essa etapa corresponde à fase com 32 equipes e acontece antes das oitavas de final. ([FIFA World Cup 2026™ Suites][1])

Quais jogos acontecem na segunda-feira

A programação de 29 de junho terá três partidas eliminatórias. O primeiro jogo do dia será entre Brasil e Japão, às 14h. Mais tarde, a Alemanha enfrentará uma seleção classificada em terceiro lugar, às 17h30. O último confronto será entre Holanda e Marrocos, às 22h. Todos os horários estão apresentados de acordo com o horário de Brasília.

Para os professores, o principal impacto deve ocorrer durante o jogo do Brasil, pois a partida começa no início da tarde em grande parte do país. Em Mato Grosso, onde o relógio está uma hora atrás do horário de Brasília, a bola começa a rolar às 13h.

Jogo do Brasil não cria feriado automático

A realização de uma partida da Seleção Brasileira durante o horário de trabalho não transforma automaticamente o dia em feriado ou ponto facultativo. Qualquer mudança no funcionamento das escolas depende de decisão da União, do estado, do município, da instituição de ensino ou do empregador responsável.

No âmbito da Administração Pública Federal, a Portaria MGI nº 4.779/2026 autorizou ajustes excepcionais no expediente durante os jogos do Brasil. Para partidas marcadas às 14h, os agentes públicos federais poderão se ausentar a partir das 11h, desde que o órgão mantenha seus serviços e as horas não trabalhadas sejam compensadas posteriormente.

A norma federal não determina paralisação automática e também não se aplica diretamente aos professores das redes estaduais e municipais. Cada secretaria de Educação ou administração local precisa publicar sua própria orientação. Nas escolas particulares, a decisão depende da direção da instituição e das regras trabalhistas aplicáveis. ([Serviços e Informações do Brasil][2])

Redes municipais adotam decisões diferentes

As primeiras decisões divulgadas em Mato Grosso mostram que o funcionamento das escolas pode variar até mesmo entre municípios próximos. Em Cuiabá, a Prefeitura determinou que as aulas da rede municipal ocorrerão normalmente no período da manhã, mas ficarão suspensas durante a tarde de segunda-feira.

As creches municipais de período integral de Cuiabá não terão atendimento durante todo o dia. Os demais servidores municipais, com exceção daqueles que atuam em serviços essenciais, poderão encerrar o expediente ao meio-dia. Como o jogo começa às 13h no horário local, a orientação é que pais e responsáveis se organizem previamente para buscar os estudantes. ([Prefeitura de Cuiabá][3])

Em Lucas do Rio Verde, a Prefeitura estabeleceu expediente das 7h às 12h para parte das repartições municipais. Entretanto, as escolas da rede municipal funcionarão normalmente, sem alteração nas aulas ou no calendário escolar. A diferença entre as decisões de Cuiabá e Lucas do Rio Verde reforça que não existe uma regra única para todos os professores de Mato Grosso. ([Lucas do Rio Verde][4])

O que o professor deve verificar

Antes de modificar o planejamento das aulas ou assumir que haverá liberação antecipada, o professor deve consultar os comunicados oficiais da direção escolar e da secretaria responsável pela rede. Mensagens compartilhadas em grupos de aplicativos ou publicações sem identificação do órgão responsável não substituem uma orientação institucional.

Também é necessário verificar se haverá mudança no transporte escolar, na alimentação dos estudantes, no atendimento das creches e no horário de saída das turmas. Quando as aulas forem suspensas, a rede deverá informar se haverá reposição ou reorganização do calendário para assegurar o cumprimento dos dias e da carga horária letiva.

Nas instituições que mantiverem as atividades, a escola poderá utilizar o evento como tema pedagógico, desde que a proposta esteja relacionada aos objetivos de aprendizagem. A Copa pode ser abordada em conteúdos sobre geografia, cultura, história, estatística, língua estrangeira, produção textual, diversidade e organização dos países participantes. Isso, porém, não significa que a escola seja obrigada a transmitir a partida.

Professores das redes estaduais, municipais e particulares devem acompanhar novas orientações ao longo da fase eliminatória. Caso o Brasil avance, outras partidas poderão ocorrer durante dias úteis, levando estados, municípios e instituições a publicarem novos horários de expediente ou funcionamento escolar.