A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso chegou a 227 escolas no modelo de gestão cívico-militar após novas conversões aprovadas em unidades de Sinop, Sorriso, Alta Floresta e Araputanga. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, por uma publicação oficial da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).

Escolas cívico-militares em MT superam meta de 2026

Segundo a Seduc-MT, o estado passou a contar com 227 escolas cívico-militares, número acima da meta inicial de 200 unidades prevista para 2026. Com isso, Mato Grosso ficou 22 escolas acima da previsão definida pela secretaria para este ano.

As últimas conversões aprovadas foram nas escolas estaduais João Sato, em Araputanga; 19 de Maio, em Alta Floresta; Professora Edeli Mantovani, em Sinop; e Arão Gomes Bezerra, em Sorriso. Antes dessas quatro unidades, a rede já havia alcançado 223 escolas nesse modelo, após a aprovação de outras 15 conversões em consultas realizadas no mês de abril.

De acordo com a secretaria, a ampliação do modelo não acontece de forma automática. Cada escola passa por um processo que envolve apresentação da proposta à comunidade escolar, consulta, votação e divulgação do resultado. Participam da decisão pais, responsáveis, estudantes e servidores da unidade.

Como funciona a conversão para o modelo cívico-militar

A Seduc-MT informou que as convocações para as consultas são publicadas no Diário Oficial do Estado e divulgadas pela própria secretaria, pelas escolas, pelas Diretorias Regionais de Educação e pela imprensa. A pasta afirma que o objetivo é garantir transparência nas etapas de conversão e permitir que a comunidade acompanhe o processo antes da implantação do modelo.

Na prática, isso significa que a escola não deixa de ser pública nem sai da Rede Estadual de Ensino. O currículo também permanece o mesmo, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A parte pedagógica continua sob responsabilidade da equipe escolar, formada por direção, coordenação pedagógica e professores.

Segundo o Só Notícias, a presença dos militares da reserva ocorre no apoio à gestão administrativa e à disciplina escolar. Eles atuam em atividades como organização da rotina, controle de entrada e saída, acompanhamento das normas de convivência e apoio às ações cívicas. A condução das aulas e do processo de aprendizagem continua sendo realizada pelos profissionais da educação.

O que muda para professores e comunidade escolar

Para os professores, a principal informação é que a mudança de modelo não altera, segundo a Seduc-MT, a responsabilidade pedagógica da equipe escolar. As aulas, o planejamento, a avaliação da aprendizagem e a condução dos conteúdos seguem com os profissionais da educação.

O que muda está mais relacionado à organização da rotina escolar e ao acompanhamento disciplinar. Como o modelo cívico-militar envolve apoio de militares da reserva em áreas administrativas e de convivência, a escola passa a ter uma estrutura de gestão compartilhada em determinados aspectos do dia a dia, especialmente nos procedimentos de entrada, saída, normas internas e ações cívicas.

Essa separação entre a parte pedagógica e a parte administrativa é importante para evitar confusão entre a função docente e a atuação dos militares da reserva. O professor continua sendo o responsável direto pelo processo de ensino e aprendizagem, enquanto o apoio militar se concentra na organização escolar e na disciplina, conforme informado pela pasta.

Consulta pública é etapa central no processo

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, afirmou na publicação oficial que a conversão de uma escola para o modelo cívico-militar nasce na própria comunidade. Segundo ela, primeiro ocorre a manifestação de interesse, depois a proposta é apresentada e levada à votação, com participação de pais, responsáveis, estudantes e profissionais da unidade.

Esse ponto é relevante porque o crescimento do número de escolas cívico-militares em Mato Grosso envolve diretamente a comunidade escolar. Em vez de uma simples mudança administrativa, a conversão depende de etapas formais de consulta e divulgação do resultado.

Na prática, para o professor da rede estadual, a notícia indica que o modelo cívico-militar continuará avançando em Mato Grosso e pode chegar a mais unidades nos próximos meses. O impacto direto na rotina docente tende a estar na convivência com novas regras de organização escolar, mantendo a responsabilidade pedagógica com os profissionais da educação e exigindo atenção da comunidade às consultas públicas realizadas antes de cada conversão.