Os professores da rede estadual de Mato Grosso que tiverem direito ao período de férias escolares de meio de ano entrarão em descanso em 6 de julho de 2026. O intervalo seguirá até 20 de julho, totalizando 15 dias, conforme o calendário oficial estabelecido pela Secretaria de Estado de Educação. As atividades do segundo semestre deverão ser retomadas após esse período, de acordo com a organização de cada unidade escolar.

Férias de julho na rede estadual de Mato Grosso

A Portaria nº 731/2025/GS/SEDUC/MT estabelece que o ano letivo de 2026 começou em 2 de fevereiro e terminará em 18 de dezembro. Ao final do primeiro semestre, o documento reserva o período de 6 a 20 de julho para as férias escolares de estudantes e dos servidores que fizerem jus ao afastamento.

Na prática, o último dia antes da pausa será sexta-feira, 3 de julho. Como os dias 4 e 5 caem no fim de semana, o período oficial começa na segunda-feira, dia 6. O encerramento ocorre em 20 de julho, também uma segunda-feira. O retorno deve observar o calendário homologado pela escola e eventuais orientações da Secretaria de Educação.

A portaria também determina que o calendário estadual tenha pelo menos 200 dias letivos. Por isso, escolas que precisarem fazer reposições ou alterações durante o ano deverão manter a carga horária e os dias exigidos, além de passar pelos procedimentos de aprovação previstos pela rede.

Recesso escolar e férias do professor são a mesma coisa?

Embora as expressões sejam usadas como sinônimos no dia a dia, recesso escolar e férias não são necessariamente a mesma situação jurídica. As férias representam um período formal de descanso do trabalhador, com regras próprias e pagamento do adicional previsto na legislação. O recesso corresponde a uma interrupção das atividades escolares definida pelo calendário, mas pode ter tratamento diferente conforme o vínculo do profissional.

No caso da rede estadual de Mato Grosso, o documento oficial denomina o intervalo de julho como férias escolares e informa que o período é destinado aos estudantes e aos servidores que fizerem jus ao usufruto. Isso significa que a aplicação depende do cargo, da lotação, do vínculo e das normas específicas de pessoal. Servidores administrativos ou profissionais que não estejam diretamente abrangidos podem seguir outro cronograma.

Datas não são iguais em todas as redes de ensino

Não existe uma única data nacional para todos os professores entrarem de férias em julho. Estados, municípios, escolas particulares, universidades e institutos podem adotar calendários diferentes, desde que cumpram as exigências legais aplicáveis ao ano letivo.

Em Mato Grosso, diversas redes municipais também organizaram a pausa entre 6 e 20 de julho de 2026. Rondonópolis, Terra Nova do Norte, Juara e outros municípios publicaram calendários com esse intervalo. Ainda assim, o professor deve conferir o ato oficial da rede em que trabalha, porque podem existir diferenças para escolas do campo, indígenas, unidades com calendário especial ou instituições que precisaram repor aulas.

Nas escolas particulares, além do calendário acadêmico, devem ser observados o contrato de trabalho e a convenção coletiva da categoria. A Consolidação das Leis do Trabalho assegura a remuneração dos professores durante os períodos de exames e férias escolares, mas a organização do descanso deve respeitar as regras trabalhistas e os instrumentos coletivos aplicáveis à instituição.

O que o professor deve conferir antes da pausa

Antes de organizar viagens ou outros compromissos, o profissional deve verificar o calendário homologado da própria escola, os comunicados da direção e as orientações da secretaria responsável. Também é necessário confirmar se haverá conselho de classe, fechamento de notas, entrega de documentos, formação pedagógica ou alguma atividade programada próxima ao início ou ao fim das férias.

Para os docentes abrangidos pelo calendário da rede estadual de Mato Grosso, a referência oficial é o período de 6 a 20 de julho de 2026. Professores de redes municipais, privadas ou de outros estados não devem usar essa data automaticamente, pois o início das férias depende do calendário e das normas do respectivo empregador ou sistema de ensino.