De 17 a 20 de maio de 2026, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) marcou presença no Fórum Mundial de Educação (Education World Forum), realizado em Londres, no Reino Unido. O maior encontro anual de líderes educacionais do planeta reúne ministros e secretários de mais de 100 países — e, nesta edição, a valorização e a formação do professor entraram na pauta central das discussões.
O que é o Fórum Mundial de Educação
O Education World Forum é considerado o maior encontro anual de líderes de educação e formação profissional do mundo. Realizado em Londres desde 2003, o evento reúne representantes de governos, organismos multilaterais e parceiros educacionais para debater os rumos da educação global. A edição de 2026 reuniu delegações de mais de 100 países.
O tema deste ano foi "Educar para um Futuro Compartilhado: Paz, Planeta, Propósito e Caminhos". A programação incluiu sessões plenárias e paralelas sobre inovação educacional, uso responsável da inteligência artificial nas escolas, acesso à educação de qualidade e o papel das novas tecnologias na aprendizagem. A plenária de encerramento acontece nesta quarta-feira (20), conforme a agenda oficial do Education World Forum.
MT no centro do debate sobre professores
A secretária de Estado de Educação de Mato Grosso, Flávia Soares, participou como palestrante no painel "Investimento nos professores para fortalecer os sistemas de ensino". Segundo a Seduc-MT, a sessão debateu o papel dos docentes na melhoria da qualidade da educação — da formação inicial até o desenvolvimento profissional contínuo — e destacou políticas de apoio, valorização e reconhecimento público do trabalho docente.
O painel reuniu representantes de diferentes realidades educacionais: Mugenyi Cleophus, comissário para a Educação Básica de Uganda; Azmi Mahafzah, ministro da Educação Superior da Jordânia; e Robert Tarn, CEO da GEMS Education. A moderação ficou a cargo de Peter Scott, presidente da Commonwealth of Learning. Além de Mato Grosso, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Paraíba também compuseram a delegação brasileira no evento.
Por que a formação e a valorização docente estão em evidência
Uma das principais mensagens do fórum de 2026 é que os países com melhores resultados educacionais têm algo em comum: investem nos seus professores. Os debates abordaram formação continuada de qualidade, progressão de carreira com critérios claros, reconhecimento público do papel docente e garantia de tempo remunerado para planejamento dentro da jornada de trabalho.
A inteligência artificial também esteve na pauta. A discussão deixou claro que a tecnologia deve servir de apoio ao professor, e não de substituição. Países que tratam o docente como protagonista do processo educativo apresentam resultados mais sólidos e sustentáveis, independentemente das ferramentas disponíveis — uma conclusão diretamente relevante para o debate brasileiro sobre IA nas escolas.
O que muda na prática para o professor
A presença de estados brasileiros em fóruns internacionais de educação alimenta a agenda de políticas públicas no país. Discussões como as do Education World Forum têm embasado propostas em tramitação no Congresso Nacional, como a redução da jornada de trabalho para 30 horas (PL 3.674/2025) e as metas de valorização docente previstas no novo Plano Nacional de Educação 2026-2036 (Lei nº 15.388/2026).
Para o professor da educação básica, o recado que vem de Londres é direto: valorização docente é prioridade global. Governos de todos os continentes reconhecem que ensino de qualidade depende de profissionais bem formados, bem remunerados e com condições adequadas de trabalho em sala de aula. Acompanhar essas discussões internacionais ajuda a entender de onde vêm — e para onde devem caminhar — as políticas que afetam o dia a dia da carreira no Brasil.




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