O Brasil superou a marca de 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade. Em abril de 2026, o país chegou a 100.720 unidades conectadas — o equivalente a 72,9% das 138.086 escolas públicas existentes no país, segundo dados da Agência Gov. A meta do governo federal é universalizar a conectividade até o final de 2026, o que significa que ainda faltam cerca de 37 mil escolas — e apenas quatro meses para cumprir o compromisso.

O que é o programa Escolas Conectadas

O Escolas Conectadas é uma iniciativa coordenada pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE). O programa integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), que vai além da infraestrutura de rede: são seis eixos de atuação — competências e formação docente, currículo digital, conectividade, dispositivos e ambientes de aprendizagem, gestão e transformação digital, e recursos educacionais digitais.

Na prática, o professor não recebe apenas sinal de internet: o programa prevê formação para o uso pedagógico das tecnologias e acesso a materiais digitais que podem ser usados diretamente em sala de aula.

Como o avanço aconteceu

O progresso foi acelerado nos últimos anos. Em 2025, o programa atingiu 68,4% das instituições públicas de ensino. Em abril de 2026, esse índice subiu para 72,9%, com o marco de 100 mil escolas superado. O governo afirma que "100% das escolas públicas estarão conectadas até o final de 2026", segundo declaração do coordenador Frederico Siqueira, divulgada pela Agência Gov em dezembro de 2025.

Em dezembro de 2025, MEC, Ministério das Comunicações e BNDES lançaram a segunda seleção do programa BNDES Fust Escolas Conectadas, com R$ 53,3 milhões em recursos não reembolsáveis para conectar 1.258 escolas nas regiões Norte e Nordeste — as que ainda enfrentam o maior desafio de infraestrutura.

O que o professor ganha com a conexão

Onde a fibra óptica está disponível, ela é a solução prioritária. Onde não há infraestrutura de cabo, a alternativa é a conexão via satélite, garantindo cobertura até em áreas rurais e remotas. Com isso, professores de qualquer região do país passam a ter acesso a plataformas educacionais e repositórios de conteúdo do MEC, ferramentas de videoconferência para formação continuada, aplicativos de comunicação com alunos e famílias, e recursos interativos para uso direto em sala de aula.

O que falta para chegar a 100%

Com 72,9% das escolas conectadas em abril de 2026, ainda restam aproximadamente 37.366 unidades sem acesso adequado. O desafio é maior nas regiões Norte e Nordeste, onde a cobertura de telecomunicações é mais limitada. O BNDES Fust é um dos instrumentos usados para suprir essa lacuna com recursos a fundo perdido, sem exigência de contrapartida financeira das escolas.

Para o professor, a mensagem prática é direta: se sua escola ainda não tem internet de qualidade, o programa prevê chegar até o final deste ano. Vale verificar com a gestão escolar se a unidade já foi contemplada ou está na lista de espera, e acompanhar atualizações no portal BNDES Escolas Conectadas.