Os professores da rede municipal de Rosário Oeste, no Mato Grosso, aprovaram em assembleia a entrada em greve a partir de segunda-feira, 8 de junho de 2026. A decisão foi tomada em 1º de junho, em reunião convocada pela subsede local do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (SINTEP-MT), após repetidas tentativas de negociação com a Prefeitura que não avançaram.
Por que os professores estão parando?
A principal causa é a defasagem salarial acumulada. Segundo o sindicato, os professores da rede municipal de Rosário Oeste não tiveram seus salários corretamente atualizados em 2024 e 2025 conforme o Piso Nacional do Magistério, previsto na Lei Federal 11.738/2008.
Em 2026, o piso nacional foi fixado em R$ 5.130,63, reajuste de 5,4% aprovado pelo Congresso Nacional. Para quem não recebeu os repasses anteriores, no entanto, a defasagem é maior: dois anos consecutivos sem correção plena deixaram os salários da categoria abaixo do mínimo legal.
Lista de reivindicações da categoria
Além da correção do piso, a categoria cobra da Prefeitura de Rosário Oeste:
- Implementação da jornada única de 30 horas semanais;
- Pagamento do adicional de um terço nas férias — direito já reconhecido na Justiça, mas ainda descumprido pela Prefeitura;
- Aprovação e implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS);
- Equiparação salarial entre professores efetivos e contratados temporários;
- Abertura de concurso público para a rede municipal de ensino.
O papel do SINTEP-MT na mobilização
O SINTEP-MT é o sindicato que representa os trabalhadores em educação pública do estado e articula as lutas nas redes municipais por meio de suas subsedes. Em Rosário Oeste, a subsede local conduziu a assembleia de deliberação e passa a coordenar as negociações com a Prefeitura durante o período de greve.
Greve municipal: quem é afetado?
Esta paralisação é exclusiva da rede municipal de educação de Rosário Oeste, município do interior de Mato Grosso. Não afeta as escolas estaduais da cidade, que seguem sob responsabilidade da Seduc-MT e funcionam normalmente.
A rede municipal atende principalmente alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Com a greve, as aulas poderão ser interrompidas a partir de segunda-feira (8/6) até que haja acordo entre o sindicato e a Prefeitura.
O que muda na prática para o professor em greve?
De acordo com a Lei de Greve (Lei 7.783/1989), a participação em movimento paredista legal garante proteção ao trabalhador. Os dias parados só precisam ser repostos se assim for decidido em negociação ou determinado judicialmente.
O SINTEP-MT orienta os professores a registrarem a adesão com o sindicato e a participarem das assembleias e atos programados. A expectativa da categoria é que a pressão da paralisação abra espaço para uma negociação concreta com a Prefeitura sobre o piso salarial e os demais direitos da categoria.




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