O Ministério da Educação anunciou, em 23 de abril de 2026, a ampliação do acervo da plataforma MEC Livros para mais de 25 mil obras digitais gratuitas. O evento foi realizado durante as comemorações do Dia Mundial do Livro, com a presença do presidente Lula e do ministro da Educação, Barchini. A plataforma é aberta a qualquer cidadão brasileiro com cadastro no Gov.br — e professores da educação básica podem usá-la diretamente em sala de aula.

De 8 mil para 25 mil obras: o que mudou

Até o início de 2026, o MEC Livros reunia cerca de 8 mil títulos para leitura ou empréstimo digital. Com a ampliação de abril, o acervo triplicou, chegando a 25 mil obras nacionais e internacionais. O catálogo inclui best-sellers, lançamentos editoriais, clássicos da literatura brasileira e obras em domínio público.

Segundo o Ministério da Educação, a plataforma já ultrapassou 500 mil usuários ativos desde o lançamento. A expansão faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura, instituído conjuntamente pelo MEC e pelo Ministério da Cultura (MinC) no mesmo evento.

Como funciona o empréstimo de livros

O acesso é gratuito e funciona como um sistema de empréstimo digital. Cada usuário pode pegar emprestado até 2 obras por mês usando o CPF vinculado à conta Gov.br. A plataforma está disponível pelo site meclivros.mec.gov.br e pelo aplicativo para celular.

Há também uma regra de devolução antecipada: quem tiver lido ao menos 10% da obra pode devolvê-la antes do prazo e iniciar um novo empréstimo. Quem concluir 90% ou mais do livro também tem a mesma flexibilidade.

Mais de 500 títulos sobre educação e docência

Para professores, o acervo vai além da ficção. Segundo o MEC, a plataforma conta com mais de 500 obras sobre formação docente, práticas pedagógicas, alfabetização, gestão escolar e metodologias de ensino. Isso significa que o professor pode encontrar desde literatura para indicar aos alunos até referências para a própria formação continuada.

O ministério destaca que o MEC Livros foi pensado como ferramenta pedagógica: professores podem articular os conteúdos curriculares a partir das obras disponíveis, promovendo debates, atividades de interpretação de texto, produção escrita e projetos interdisciplinares.

Como usar na prática em sala de aula

Uma das aplicações mais diretas é montar um clube de leitura: o professor seleciona uma obra disponível no MEC Livros e orienta os alunos a criarem a conta no Gov.br para acessá-la gratuitamente. O acervo inclui literatura infantojuvenil, clássicos e obras contemporâneas, o que facilita a elaboração de sequências didáticas sem custo para a escola ou para as famílias dos estudantes.

Professores de Língua Portuguesa e Literatura têm acesso a títulos que facilitam o trabalho com interpretação, análise literária e ampliação do repertório cultural. Docentes de outras disciplinas podem explorar obras de divulgação científica, história, ciências sociais e temas transversais.

O que muda para o professor na prática

Com o MEC Livros ampliado, professores da educação básica passam a ter acesso a uma biblioteca digital de grande porte sem nenhum custo. O recurso pode substituir ou complementar listas de leitura que antes exigiam compra, ampliar o repertório de alunos sem acesso a livros em casa (basta baixar o título quando conectado) e apoiar projetos que dependiam de doação de exemplares físicos. Para acessar, entre em meclivros.mec.gov.br ou baixe o aplicativo e faça login com a conta Gov.br.