Quanto ganha um professor ao entrar na rede estadual depende muito de onde ele trabalha. Um levantamento do portal PEBSP, publicado em 2026, mapeou o salário inicial de docentes com 40 horas semanais em todos os estados brasileiros — e o resultado surpreende: a diferença entre o 1º e o 27º colocado ultrapassa R$ 8.100 por mês logo no início da carreira. Mato Grosso aparece entre os destaques: o estado ocupa a 5ª posição nacional no ranking de remuneração inicial.

Os 5 estados que mais pagam professores em 2026

Segundo o levantamento do PEBSP, o Mato Grosso do Sul lidera com ampla vantagem. Veja o top 5 para jornada de 40 horas semanais:

  1. Mato Grosso do Sul (MS): R$ 13.007,12
  2. Maranhão (MA): R$ 8.452,03
  3. Pará (PA): R$ 8.289,86
  4. Roraima (RR): R$ 7.700,47
  5. Mato Grosso (MT): R$ 7.343,44

Todos os cinco estados estão bem acima do piso nacional do magistério, que em 2026 é de R$ 5.130,63. Ao todo, pelo menos 11 estados pagam mais de R$ 6.000 aos professores no início de carreira, mostrando que o piso nacional é, em muitos casos, apenas o ponto de partida.

Mato Grosso no topo: R$ 7.343,44 de salário inicial

Para os professores da rede estadual de Mato Grosso, o cenário é positivo. A remuneração inicial de R$ 7.343,44 representa 43% acima do piso nacional e coloca o estado entre os que mais valorizam o docente no ingresso da carreira. Quem presta concurso para a Seduc-MT já entra com um salário significativamente superior à média nacional.

O levantamento do PEBSP aponta que estados com planos de carreira estruturados e pressão sindical organizada tendem a figurar nas melhores posições, independentemente do tamanho da economia estadual. Mato Grosso é um exemplo: a construção de um plano de carreira ao longo dos anos reflete diretamente na remuneração inicial dos docentes.

Norte e Nordeste superam Sul e Sudeste no ranking

Uma surpresa do ranking: três dos cinco estados que mais pagam professores ficam no Norte ou no Nordeste — Maranhão (2º), Pará (3º) e Roraima (4º). São Paulo e Rio de Janeiro, historicamente associados às maiores economias do país, aparecem em posições muito inferiores.

O Rio de Janeiro, segundo o levantamento, oferece o pior salário inicial entre todas as redes estaduais do Brasil, ficando praticamente no limite do piso nacional. São Paulo também fica bem abaixo da média dos estados melhor posicionados. A diferença entre o 1º e o último colocado ultrapassa R$ 8.100 mensais — e isso antes de qualquer progressão na carreira.

O PEBSP destaca que o porte econômico do estado tem menos influência do que se imagina na definição do salário inicial docente. Fatores como decisão política de valorização da educação, organização sindical e estrutura do plano de carreira pesam mais do que o PIB estadual.

O que muda para o professor na prática

Para quem está planejando prestar concurso público para professor ou avaliar oportunidades entre estados, conhecer o ranking salarial é um passo essencial. Além do salário de entrada, vale verificar o plano de carreira de cada rede: progressões por titulação (especialização, mestrado, doutorado) e por tempo de serviço podem elevar significativamente a remuneração ao longo dos anos.

Com a Lei 15.437/2026, o piso nacional passou a contar com uma nova fórmula de reajuste anual vinculada ao FUNDEB. Os estados que já pagam acima do piso — como Mato Grosso — tendem a manter essa vantagem, já que a valorização estadual se soma ao reajuste nacional. Para o professor de MT, isso representa estabilidade e perspectiva de crescimento salarial nos próximos anos.